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Re-impressão Editora Pipa:
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Sobre a escrita in-progress:

Leia também:
Um livro não começa com uma página em branco, mas sim com seus devires. Seres larvares pululam. Frases larvares, parágrafos inteiros, cores-sons-cheiros, conceitos e desejos. Essas larvas do vir a ser, este download do ontem – já que nessa pesquisa há uma intenção de descrever aquilo que aparentemente mora no passado –, esta atualização de um virtual me parece tão importante quanto o livro-resultado-final. Muito mais difíceis, contudo, de frear, de conter neste papel-tela. De registrar, de possibilitar que você – caro Leitor-Ator – experimente.
Sei que preciso delas, sei que sem elas isto não pode começar. Ao mesmo tempo tenho tido a impressão de que estas Larvas Palavras jamais obedecerão meu comando de parar. Talvez sejam nômades em um passeio infinito, não sei ao certo ainda. Sim! Elas passaram pelo corpo do Nute, mas agora andam desgovernadas por aí.
Dessa forma, uma conclusão provisória se apresenta: minha única chance é aliar-me a elas. Se elas não me obedecem, mesmo eu sendo o autor, ou justamente por ser o autor, quem sabe eu possa larvar-me e agenciar minha escritura à numa espécie de narrativa do Devir Nute.
Minha tentativa, portanto, aqui: “… Progress in Livro in Progress…” é permitir que o próprio movimento larvar da escritura enuncie aquilo que o registro-freio não consegue. De uma forma geral deixar passar aquilo que pede passagem.
Ou seja, durante a produção deste livro – que ainda nem nome tem – estarei expondo nesse espaço virtual todos os seus preparativos. Cada rascunho, cada conceito, cada novo pensamento que me pedir passagem terá aqui um território livre para circular, encontrar amigos, críticas, sugestões para se esculpir, para se abandonar, para se refazer.
Assim, à medida que o Acontecimento Nute for se pronunciando a experimentação se dará In Progress [1], em desenvolvimento, antes da edição, da costura, da formatação final “paralisada para/pela publicação”.[2]
Dessa forma, se algumas intensidades/cenas/experimentações não possuem freios, se nem o passado consegue fazê-las parar, talvez possamos, aumentando sua velocidade, provocar bons encontros. E quem sabe através desses encontros encontrar uma língua faladeira-tecladeira que nos conte-digite o que foi o NUte.
Édio Raniere
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[1] Work In Progress foi um conceito bastante utilizando pelo Nute. Alexandre Venera em várias entrevistas comenta que “(…) o momento mais belo da arte (da obra) é quando ela é criada” Caso você queira saber mais sobre as ressonâncias entre o conceito de Work in Progress e o teatro experimental, leia o texto de Luiz Carlos Garroucho consultando o link a seguir: http://www.polemica.uerj.br/pol20/cimagem/p20_luizcarlos.htm
[2] Saiba mais sobre esta pausa necessária nos tópicos Argumento e Metodologia














Muuito ‘doida’ essa idéia…rsrsrs…adorei. Espero que tenha a ‘loucura’ necessária para que fique muuuuuuuuuuuito bom…rsrsrs.
Boa sorte amigo.
Caro José;
agradecemos seu muito doido comentário; esperamos que tenha a “loucura” de continuar postando mensagens aqui;
Édio
Achei a idéia super interessante….
Qdo vi a noticia no jornal, tratei de acessar o site pra ver….
Eu fui aluna do Nute…Acredito que no ano 2000…Adorei o curso…
E o prazer de ter me apresentado no Carlos Gomes foi inesquecível….
Se eu puder contribuir com o projeto vou adorar…
Oi Márcia; que bom que gostou do projeto. Você pode contribuir muito. Até agora ainda não temos depoimentos de ex-alunos. Seria maravilhoso saber mais sobre este “prazer inesquecível” que você comenta. Poderias nos contar um pouco mais? Outra: Que tal escrever uma peça sobre isso e depois assistir a montagem no JOte-Titac: Experimentando NUte? Quem sabe você ainda ganha o premio de melhor texto…
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